Reciclagem de resíduos de origem animal tem função na preservação ambiental

São gerados anualmente 65kg de resíduos de origem animal per capita, que causaria considerável degradação ambiental se não fossem reciclados.

O setor de reciclagem de resíduos de origem animal, além de desempenhar papel econômico decisivo na cadeia de produção industrial de carnes, exerce função primordial na preservação do meio ambiente. Afinal de contas, segundo recente levantamento feito pela Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra), são gerados anualmente 12 milhões de toneladas de resíduos do abate animal. Caso não fosse coletado e beneficiado pelo setor de reciclagem, todo esse subproduto não destinado ao consumo humano poderia ser degradado, o que causaria um enorme impacto ambiental, gerando problemas sanitários e inviabilizando aterros e lixões.

Graças à evolução tecnológica da indústria de processamento desse subproduto, são produzidas grandes quantidades de farinhas, sebo e gorduras, passíveis de serem estocadas à temperatura ambiente. Tais produtos têm diversos destinos, como as indústrias de ração animal, químicas, cosméticas, biocombustíveis entre outras aplicações.

Ainda de acordo com os dados da Abra, do total da produção anual de farinhas e gorduras, 46,8% foram destinados aos produtores de frango de corte, 15,3% para alimentação de suínos e 13,3% para a indústria de sabões. Considerando somente gorduras de origem animal, o mercado se divide da seguinte forma: 40,7% para a indústria de sabões e 34,3% para produção animal. Como se nota, quase a totalidade da gordura de aves e suínos produzida no país é destinada à produção animal, seja retornando à cadeia de produção de aves, seja para a produção de ração de animais de companhia (PET).

Já o sebo (bovino ou misto) tem diversos usos. Segundo a Abra, do total de 1,4 milhão de toneladas de sebo produzido em 2010, nada menos que 57% foram destinados para a indústria de sabões e 24% para a produção de biodiesel. De acordo com dados da ANP – Agência Nacional do Petróleo, 13,9% de todo o biodiesel consumido anualmente no Brasil é produzido a partir de gorduras de origem animal, tornando-se a fonte de óleo mais econômica entre todas as opções disponíveis atualmente para a produção nacional desse tipo de combustível.

Em relação ao total de empresas em atividade atualmente no Brasil, considerando graxarias e fábricas de produtos não comestíveis, denominadas independentes, um levantamento realizado com o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), chegou-se a um total de 512 estabelecimentos (dados de 2010), considerando somente empresas submetidas à fiscalização do Sistema de Inspeção Federal (SIF). Há um predomínio de graxarias (343) em relação às independentes (169).

Em termos de distribuição geográfica, as graxarias estão concentradas em quatro estados: Paraná é líder, seguido por São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais. Pelo levantamento de 2010, esses estados concentram 62,9% das empresas. Também no caso das independentes há uma concentração de 60% das empresas nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais.

Em termos de distribuição geográfica, as graxarias estão concentradas em quatro estados: Paraná é líder, seguido por São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais. Pelo levantamento de 2010, esses estados concentram 62,9% das empresas. Também no caso das independentes há uma concentração de 60% das empresas nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais. Isoladamente, o estado de São Paulo lidera e responde por 16,6% de toda a produção nacional de reciclados de origem animal (Assessoria de Comunicação, 4/3/15).

 

Fonte: http://www.brasilagro.com.br/conteudo/reciclagem-de-residuos-de-origem-animal-tem-funcao-na-preservacao-ambiental.html#.WSSIYhPyvYV

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